Cantor, ator que vive marido de Perséfone em "Amor à Vida" já namorou gordinha

Rodrigo Andrade torce pela reconciliação do casal

Felipe Branco Cruz

O ator Rodrigo Andrade, o Daniel de "Amor à Vida", completou 30 anos na última terça-feira cheio de motivos para celebrar. Além do sucesso de seu persongem na novela, Rodrigo também é músico e aproveitou seu aniversário para lançar uma nova canção, batizada de "30 anos". Em entrevista a Flashland, o artista comentou sobre o casamento de seu personagem com a gordinha Perséfone e falou ainda sobre preconceito, bullying, música sertaneja e natureza.

"Daniel e Perséfone (Fabiana Karla) se apaixonaram de verdade. Mas ele não soube lidar com o preconceito dos colegas e colocou o relacionamento em risco quando quis transformá-lo em algo que ela não é", comentou Rodrigo. "Torço muito por uma reconciliação do casal pois acredito no sentimento que os uniu!", completou.

Nos últimos dias, a relação de Daniel com Perséfone ganhou destaque após as dietas mirabolantes que a gordinha fez terem sido responsáveis por levá-la ao hospital. Perséfone, que era bem resolvida com a balança, não suportou as críticas do marido e apelou para o regime. Ao perceber que Daniel não estava aceitando-a como gordinha, ela decidiu pedir o divórcio. "A história do casal foi muito bem desenhada", disse. "Perséfone mostrou que é segura em relação à sua beleza. Não acho que ela vá emagrecer por conta dos pedidos do Daniel."

Mas, até chegar ao personagem Daniel, Rodrigo teve de enfrentar desafios na vida e na carreira. Para começar, ele foi criado distante dos grandes centros. Nascido em Altinópolis, no interior de São Paulo, onde morou até os quatro anos, ele mudou-se para Franca, dividindo sua adolescência entre a cidade paulista e o Pantanal, no Mato Grosso, onde viveu seu pai. A escolha pela carreira artística foi algo natural. Seu pai era circense e seu avô materno participou de uma dupla sertaneja. O gosto pela música começou aos sete anos, quando ganhou um violão.

Até hoje, a relação de Rodrigo com o Pantanal é intensa. Em seu Instagram, o ator publica periodicamente fotografias com jacarés ou meditando no meio do mato. "Me considero um cara de sorte por ter tido esse contato direto com a natureza. Tenho muita saudade, não só do Pantanal, como também de Franca. Sempre que tenho uma brechinha na agenda eu vou para lá."

"Estou vivendo um momento maravilhoso na minha carreira. Lancei o single '30 Anos' e em breve lanço meu primeiro clipe. Além disso, ‘Amor à Vida' foi um presente para mim. Quando penso em tudo isso, entendo que não preciso escolher entre cantar e atuar. Tanto a música quanto a interpretação fazem parte do que eu sou e me fazem muito feliz", disse o ator.

Na música, suas influências vão desde o sertanejo de raiz, passando por Zezé di Camargo e Luciano até o pessoal da nova geração. "Foi meu avô que me deu meu primeiro violão. O sertanejo faz parte da minha formação cultural". Já a carreira de ator vem de seu pai. "Foi com eles (pai e avô) que aprendi a ter foco, batalhar pelos meus sonhos. Foi graças a esses ensinamentos que um dia resolvi vir para o Rio de Janeiro estudar teatro", disse.

Em 2005, com apenas R$ 700 no bolso, o artista mudou-se para o Rio de Janeiro, onde estudou na CAL (Casa de Artes Laranjeiras). "Fui para o Rio com quase nada de dinheiro. Fiz incontáveis testes e diversos trabalhos como figurante. Minha primeira oportunidade foi como Teo, em 'Caras e Bocas'", lembra. "Foi um processo longo e difícil. Ao olhar para trás e ver tudo pelo o que passei, me dá gás para continuar em frente", afirmou.

Agora, em "Amor à Vida", Rodrigo destaca a importância de seu personagem contra o preconceito. "Fico feliz por ter tido na minha carreira personagens que levantaram questões importantes. Em ‘Insensato Coração', vivi o Eduardo, que precisava lidar com o preconceito do pai em relação à sua orientação sexual. Em ‘Gabriela', o Berto trouxe a questão do machismo."

Assim como na ficção, Rodrigo também já namorou uma gordinha. "Não levo o fato de ser gordinha em consideração na hora de me relacionar com alguém. Acho que o importante é você estar com uma pessoa que te faz feliz", disse. "Nas ruas, as pessoas me dizem que eu tenho que aceitar a Perséfone como ela é. Esse contato com o público é muito gratificante."

Aos 30 anos, portanto, Rodrigo não tem do que reclamar. Talvez seja por isso que a canção "30 anos" traga na letra o que ele imagina no futuro: "Eu vejo as crianças no nosso jardim / Com desenhos na mão lápis de colorir / Uma casa no campo como você sempre quis." Que assim seja.

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