Atriz da Record, ex-jurada Sônia Lima se derrete pelo "patrão": "Amo o Silvio Santos"

Bela dá vida a Norma Shirley na novela "Pecado Mortal", da Record

Felipe Branco Cruz

Fora do SBT desde 2005, Sônia Lima, de 54 anos, quer afastar a fama de jurada que ainda a acompanha. Afinal, a artista ocupou por 17 anos a bancada do "Show de Calouros" (1979 até 1996) na emissora de Silvio Santos. Desde 2007, no entanto, ela atua na Record. Atualmente, ela está no ar como Norma Shirley, na novela "Pecado Mortal", e quer ser reconhecida como atriz. "Eu fui e sempre serei atriz", disse.

Sônia conversou francamente com Flashland e, em nenhum momento, furtou-se de falar sobre os mais variados assuntos. Show de calouros, televisão, maternidade, a política do marido (o apresentador e deputado estadual Wagner Montes), casamento, exposição na mídia... "Minha maior dificuldade atualmente é lidar com o ego das pessoas."

Com 35 anos de carreira, o rótulo de jurada continua a persegui-la. "Amo o SBT. Amo o Silvio Santos. Mas, para autores e diretores de novelas, eu ainda sou ‘a jurada'. E esse rótulo me complica. Evito aceitar convites para compor júris. Porém não tenho vergonha e nem me arrependo de nada", explica. Em sua quarta novela na Record, Sônia conta que adora sua personagem. "Ela tem muito de mim. Ela possui uma ingenuidade, uma coisa de acreditar nas pessoas que eu ainda guardo", comenta, para em seguida elogiar o autor Carlos Lombardi. "Ele é maravilhoso. O texto é perfeito, mas não é fácil. É preciso muita dedicação."

Após tantos anos julgando o talento alheio, a atriz julga também seu próprio trabalho – e com bastante rigor. "Prefiro não assistir à novela. Não gosto de me ver na tela", diz. Outro motivo para não sintonizar no folhetim é o horário em que é exibido. "É muito tarde, e eu acompanho o horário do meu marido. Acordo todos os dias às 4h30 porque ele entra ao vivo às 6h30, então durmo cedo."

Casada há 27 anos, Sônia revela detalhes de seu relacionamento. "Comecei a trabalhar com Silvio Santos antes de ele ter a concessão do canal. Era muito louco imaginar o Silvio como dono de TV. Antes de me casar, eu era amiga de bancada do Wagner. Aprendemos a fazer TV juntos, na marra", lembra. Crias da TV, Sônia e Wagner formaram um dos casais mais conhecidos do show business.

A decisão do marido de se dedicar à política, entretanto, não a agradou. "O fato de ele ser político me incomodou muito. A ponto de eu não querer que ele fizesse isso. Mas é uma coisa que eu não posso pedir para ele. O Wagner tem esse dom para lidar com o povo." 

Há alguns anos, o casal mudou-se de São Paulo para o Rio de Janeiro, onde ficam os estúdios de teledramaturgia da Record. "O Wagner já morava no Rio por causa da política e de seu programa de TV", lembra. A mudança, no entanto, também foi motivada pela saída de casa do filho, Diego Montez, de 27 anos. "Já estava na hora de ele morar sozinho", explica. Segundo a atriz, seu filho também adotou a letra "z" no sobrenome para não ser associado aos pais famosos. "Ele quer conquistar suas coisas com méritos próprios", diz a mãe. Na Record, o jovem interpretou Murilo na novela "Rebelde" e o vilão Rick em "Dona Xepa". "Mas o sonho dele é atuar na Broadway", entrega a mãe.

Por coincidência, uma das melhores amigas de Diego, a atriz Lua Blanco, dá vida a Silvinha em "Pecado Mortal", que é a filha da personagem de Sônia. "Nos estúdios, eu tenho essa coisa de mãezona. Ela é uma filhota para mim", diz. "Outros artistas no set também me chamam de ‘mami'", revela.

Completamente adaptada na nova emissora, Sônia continua assistindo aos programas do antigo chefe, Silvio Santos. "Há algum tempo, não converso com o ‘Patrão'. Mas sempre assisto a seu programa para matar as saudades. Em alguns momentos eu tenho vontade de puxar a sua orelha pelas coisas que ele faz ao vivo. Mas tenho um carinho, um afeto e um respeito muito grande por ele."

Apesar de evitar falar sobre o tema, Sônia lembra com certa nostalgia do "Show de Calouros". "Aprendi muito com Décio Piccinini e Aracy de Almeida. Me preocupava em ser honesta e não elogiar quem não tinha talento. Naquela época, a opinião da gente era muito importante", lembra. "Atualmente vivemos uma época com muitos talentos. Basta saber onde procurar." Mesmo querendo afastar a fama de jurada, Sônia não consegue evitar procurar talentos por onde anda. Ainda bem.

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